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O tema pouco discutido: a fadiga de leitura nos conteúdos digitais e seu impacto na performance

  • Foto do escritor: @mauroeffe
    @mauroeffe
  • 1 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

No marketing, falamos muito de tom de voz, funil, KPIs, algoritmos.

Quase nunca, porém, abordamos um tema que está se tornando determinante: a fadiga cognitiva que pedimos dos usuários ao consumirem nossos conteúdos.


Não é apenas uma questão de textos longos.

É a forma como construímos a experiência de leitura.


Nos últimos meses, diversos estudos de UX e neuroatenção mostram que:

• Os picos de atenção se dissipam já nos primeiros 3–5 segundos se a estrutura não for clara.

• O olho humano percorre o conteúdo de forma imprevisível quando ele é denso ou visualmente uniforme.

• 70% dos usuários abandonam um conteúdo não por desinteresse, mas por excesso de esforço de decodificação.


Em outras palavras:

Mesmo conteúdos excelentes falham quando exigem energia mental demais para serem lidos.


A pergunta estratégica não é: “É um bom conteúdo?”

…mas: “O esforço é aceitável para quem o consome?”


E isso vale para:

• Posts no LinkedIn

• Landing pages

• Newsletters

• Copy de campanhas de mídia

• Apresentações corporativas


Três microações imediatamente aplicáveis

(subestimadas, mas extremamente eficazes)


1️⃣ Aumentar o contraste informativo

Alternar parágrafos curtos, listas, destaques e espaços em branco.

Não para “simplificar”, mas para permitir que o conteúdo respire.


2️⃣ Trazer a ideia principal para o topo

A maioria dos profissionais escreve pensando em si, não no leitor.

A verdade é que as ideias precisam ser entregues rapidamente, não escondidas.


3️⃣ Reler perguntando: “Este trecho exige esforço demais?”

Se a resposta for até mesmo talvez, é hora de cortar ou reescrever.


Conclusão: a verdadeira vantagem competitiva não é produzir mais, mas exigir menos.


Menos esforço.

Menos fricção.

Menos energia desperdiçada.


Porque a comunicação que realmente funciona não é a que impressiona,

mas a que não cansa.

 
 
 

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